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Uso de Inteligência Artificial cresce durante a pandemia e impulsiona novos negócios

Ferramenta pode ser usada de diversas formas, mas mercado latino ainda tem desafios a superar antes de implantar tecnologia no atendimento ao público

Quase metade (40%) das empresas brasileiras, dos mais diversos segmentos, como bancos, seguradoras, educação, saúde e varejo, já aplicaram o recurso de Inteligência Artificial (IA) nos negócios, ganhando destaque à frente de outros países da América Latina. Os dados são de um levantamento encomendado pela IBM e realizado pela Morning Consult, que aponta ainda que a pandemia acelerou a implantação desta e de outras tecnologias de automação nos negócios brasileiros, especialmente quando envolve o atendimento ao cliente.

Mesmo que a América Latina tenha um grande desafio em relação à adoção de IA, o ritmo está aumentando à medida que as mudanças nos imperativos de negócios, como resultado da pandemia, trouxeram maior aceleração das necessidades de IA. Nesse sentido, 37% das empresas brasileiras afirmam que, devido à pandemia, intensificaram o foco no atendimento ao cliente, seguido pela automação de processos (35%) e a segurança (28%).

A IA já está mudando a forma como as empresas operam hoje, desde como se comunicam com seus clientes, por meio de assistentes virtuais, até a automação de fluxos de trabalho importantes e gerenciamento da segurança da rede. Outra pesquisa recente da IBM revelou que mais da metade dos CEOs em todo o mundo espera que a IA forneça benefícios de negócio tangíveis nos próximos anos.

Embora a adoção esteja prestes a crescer, as empresas brasileiras ainda enfrentam uma série de desafios quando se trata de adotar a IA. Barreiras persistentes em todos os mercados e setores destacam a necessidade de foco contínuo na abordagem das lacunas de habilidades e soluções.

As três principais barreiras para a adoção de IA são o aumento da complexidade e dos silos de dados (25%), a experiência ou conhecimento limitado de IA (24%) e a dependência de fornecedor, ou seja, IA e nuvem vinculadas a um único fornecedor (21%). A falta de habilidades/treinamento para desenvolver e gerenciar IA confiável e explicável é a principal barreira para profissionais de TI no Brasil (79%). A ferramenta, no entanto, é essencial para impulsionar negócios e fazer eles estarem cada vez mais próximos dos consumidores, sendo essencial no futuro.

Case
As startups Take and Go e Minha Quitandinha, que atuam diretamente com o varejo, fazem parte desta inovação para oferecer seus serviços e produtos aos clientes 24 horas por dia. A Take and Go, por exemplo, combina IoT, automação e IA para proporcionar novas experiências de compra e de consumo ao disponibilizar uma vending cooler, como são conhecidas as geladeiras que abastecem até 270 garrafas de cervejas geladas, nas áreas comuns dos condomínios residenciais ou comerciais.

Após um pré cadastro na plataforma, a pessoa tem acesso a geladeira, retira as cervejas e recebe a cobrança em sua fatura automaticamente. Isso é possível com a ajuda de uma inteligência artificial, que faz reconhecimento de imagem para saber quantas unidades foram retiradas da vending machine.

Já a Minha Quitandinha, que inclusive surgiu em plena pandemia, oferece praticidade, conveniência, qualidade e segurança através de um minimercado autônomo, instalado dentro de condomínios residenciais verticais e horizontais, empresas, hotéis, clubes, marinas e academias. Para o consumidor é tudo intuitivo: o minimercado está às mãos e é totalmente viabilizado pelo sistema de self-checkout.

Por sua vez, as compras são realizadas por meio de um app de celular gratuito que por geolocalização identifica a loja e permite o passo a passo seguinte bem simples: escanear o código de barra dos produtos que deseja adquirir e pagar diretamente pelo aplicativo, via cartão de crédito e débito. Para a geladeira de bebidas alcoólicas, um QR Code é afixado à porta, que só destrava via app, se validados os dados cadastrais com a Receita Federal, que confirma o usuário como maior de 18 anos.